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Dos 4 mil funcionários da empresa, 800 (20%) teriam sido demitidos, segundo O Estado de S. Paulo; companhia fala em 4%

O QuintoAndar, empresa de venda e aluguel de imóveis online, demitiu funcionários nesta terça-feira (13). A demissão teria afetado cerca de 800 pessoas do quadro da empresa, que tinha cerca de 4 mil funcionários (20% do total). A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

As demissões teriam ocorrido em todos os setores da empresa, incluindo tecnologia, marketing e recursos humanos, e também em várias cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro.

A apuração do jornal diz que as contratações da empresa foram congeladas há duas semanas, e antes disso a empresa havia alterado o plano de saúde dos empregados, adotando um modelo de coparticipação.

Segundo as pessoas ouvidas pelo jornal, as demissões seriam frutos do fraco desempenho da plataforma em meio ao cenário de crise econômica e alta dos juros.

Procurada pelo InfoMoney, a empresa informou que “frequentemente faz ajustes internos buscando mais eficiência operacional para continuar servindo de forma responsável as mais de 500 mil pessoas que contam com a gente. Neste processo, repriorizamos algumas nossas iniciativas internas e alguns times e funções deixaram de existir, gerando uma redução de 4% das nossas equipes.”

Patrocínio milionário no BBB

Este ano, o QuintoAndar foi a primeira plataforma imobiliária a patrocinar o Big Brother Brasil.

Segundo dados do Meio e Mensagem, a Globo teria pedido cerca de R$ 11,8 milhões para empresas da mesma categoria do QuintoAndar aparecerem no programa. A empresa também lançou uma campanha com nomes como o cantor Milton Nascimento, a ginasta Rebeca Andrade e Thelma, campeã do BBB 20.

Nas redes sociais, a contradição entre um patrocínio milionário e a redução dos quadros de funcionários não passou despercebida e a empresa vem sofrendo críticas.

Crescimento e aquisições

A companhia vinha de uma sequência de boas notícias. Em agosto, passou a valer US$ 5,1 bilhões em valor de mercado após captar mais US$ 120 milhões em aporte coliderado pelo fundo americano Greenoaks Capital e pela empresa chinesa Tencent.

Em novembro, a empresa anunciou a abertura de um escritório em Portugal, e, em dezembro, anunciou a compra das operações imobiliárias do Grupo Navent, que inclui as companhias Imovelweb, Wimoveis e Union Softwares no Brasil.

No mês passado, a companhia informou sobre a compra da startup de aplicativos para condomínios Noknox, que conecta moradores, síndicos, porteiros e prestadores de serviços por meio do celular.

https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/quintoandar-demite-funcionarios-apos-patrocinio-milionario-no-bbb/

CEO da PHD Virtual, Danilo Araújo explica como usar o método é essencial para melhorar a experiência do cliente

Ainda hoje, grande parte das empresas que adotam estratégias de inbound marketing para melhorar a atração e conversão de clientes utiliza o e-mail como principal forma de acesso e comunicação com os leads – o que, em campanhas de sucesso, garante uma taxa de clique que, normalmente, gira em torno dos 2%. Isso significa que se 15% dos leads abrirem o e-mail, 2% vão clicar na CTA (chamada para ação).

Esse é um número bem conhecido no mercado de marketing digital e considerado muito satisfatório. Entretanto, com a demanda crescente de cotações on-line, é natural que haja uma evolução no marketing conversacional e que os fornecedores criem novas tecnologias para melhorar a assertividade e a eficiência da comunicação com clientes em potencial. Sendo assim, muitas empresas estão optando pelo WhatsApp – a ferramenta já é a preferida das empresas e dos próprios leads.

Ela vem sendo adotada com muito sucesso porque consegue garantir taxas de leitura que podem chegar a 80%, às vezes até 90%, isso sem mencionar o aumento de qualidade nas interações.

Vale lembrar que, na captação do lead, geralmente são fornecidos poucos dados, uma vez que formulários com muitas perguntas tendem a ter uma rejeição maior no momento do preenchimento. Com o marketing conversacional, é possível coletar informações no formato de conversa, compreendendo e qualificando a oportunidade. Pelo WhatsApp, isso é feito de maneira muito mais natural, orgânica, sem forçar o diálogo, como costuma ocorrer em um follow up humano convencional.

Como em qualquer projeto inbound, os leads são captados por vários canais, como o site, Facebook, Instagram, entre outros. Após centralizá-los em um hub de leads, um fluxo de automação processa os dados e envia um disparo automático pelo WhatsApp, via API Oficial – tudo isso nas regras da LGPD e do WhatsApp. Com isso, resolve-se o primeiro problema: a demora no retorno entre a cotação do lead e a sua qualificação.

O lead, ao receber a mensagem de WhatsApp do bot, interage com as perguntas feitas por ele, além de tirar dúvidas sobre o produto e o serviço. Inclusive, ele já recebe uma noção de custos e como funciona, com interatividade por meio de vídeos e PDFs. Após responder às perguntas do bot, de uma forma humanizada e personalizada, as informações são enviadas via automação de volta ao hub de leads, que as tratam e qualificam, considerando se o lead está apto ou não a falar com um vendedor. Se ele estiver, será enviado automaticamente para o CRM do vendedor, junto com todas as informações coletadas. Se ele não estiver, explicará ao lead a situação e o deixará em um fluxo de nutrição ideal para seu momento.

Em termos de resultado, a exemplo do número que citei sobre a altíssima taxa de leitura, vale muito a pena investir em tecnologias envolvendo o WhatsApp. Além de propiciar uma economia de tempo equivalente a 30% da equipe de vendas, essa solução aplicada ao marketing conversacional coloca apenas os leads qualificados por MQL (Marketing Qualify Leads) na mão do vendedor, sem que ele necessite explicar pontos básicos (como funciona, valores básicos e se ele está apto ou não a receber uma proposta). As vendas costumam aumentar mais do que 35%, além de gerar uma economia em equipe de SDR (pré-vendas) humanizada significativa, por ano.

A utilização do marketing conversacional automatizado proporciona ao inbound marketing uma metodologia inovadora, tecnológica e que, cada vez mais, se torna imprescindível para aumentar as vendas, melhorar a experiência do cliente e muitos outros pontos positivos.

Vivemos uma era em que é fundamental contar com gestão inteligente de marketing e vendas. E os holofotes estão voltados para WhatsApp.

https://www.metropoles.com/colunas/m-buzz/whatsapp-e-inbound-evolucao-do-marketing-conversacional

A Meta (ex-Facebook Inc.) anunciou o modelo de monetização que adotará no Horizon Worlds, sua versão do metaverso. A plataforma tomaria cerca de 47,5% do valor obtido por desenvolvedores na venda de itens virtuais — naturalmente, a novidade não deixou a comunidade nada satisfeita.

A conta é simples: para listar um produto na loja, primeiro o desenvolvedor deveria comprometer os ganhos com vendas em 30% para o Meta Quest Store, a loja de apps dos óculos de realidade virtual da empresa; depois, para colocar o item dentro do Horizon Worlds, será necessário ceder 20% dos 70% restante — portanto, 47,5% no total. As informações foram confirmadas por um porta-voz da empresa ao jornal CNBC.

Esses itens virtuais, segundo a Meta, seriam roupas, acessórios, efeitos e outros itens incluídos no mundo digital — provavelmente, registrados como tokens não fungíveis (NFTs). Uma vez adquirido o “produto”, o usuário poderia equipar o acessório no próprio avatar 3D ou aproveitar experiências em RV criadas por desenvolvedores.

Essa seria uma das maiores comissões sobre vendas em plataformas digitais — superando, inclusive, as cobranças da Play Store (Google) e da App Store (Apple), ambas motivadoras de um acalorado debate no ano passado. A comunidade de desenvolvedores interessados em apostar no Horizon Worlds, portanto, não ficou nada feliz com a garfada de quase 50%.

Apple critica hipocrisia da Meta

Após o anúncio, nem mesmo os concorrentes deixaram barato a decisão da Meta: o porta-voz da Apple, Fred Sainz, criticou o que chamou de “hipocrisia” da empresa de Mark Zuckerberg. Ele relembrou que o CEO por vezes reclamou das taxas cobradas pela Maçã na App Store.

“A Meta repetidamente mirou a Apple por cobrar dos desenvolvedores uma comissão de 30% em compras da App Store, usando pequenas empresas e desenvolvedores como bode expiatório”, pontuou o executivo ao site MarketWatch. “O anúncio revela a hipocrisia da Meta. Isso mostra que enquanto eles procuram usar a plataforma da Apple gratuitamente, garfam tranquilamente dos criadores e pequenas empresas que usam sua plataforma”, finalizou.

Meta considera taxa “competitiva”

Contudo, na opinião do vice-presidente da Horizon Vivek Sharma, a cobrança seria “competitiva neste mercado”. “Acreditamos que outras plataformas também terão sua participação”, complementou ele em conversa com o The Verge.

Não se sabe se essa taxa será mantida por muito tempo ou se é uma condição para impulsionar os ganhos nos primeiros momentos do Horizon Worlds. Como é apenas o início da monetização do mundo virtual de Horizon, é possível que a Meta ainda esteja experimentando diferentes modelos para ver qual oferece o melhor balanço entre lucro e a satisfação dos desenvolvedores.

https://canaltech.com.br/apps/facebook-vai-cobrar-taxa-de-quase-50-sobre-vendas-no-metaverso-214337/

Em poucos passos é possível recuperar o conteúdo postado no feed e nos stories da plataforma.

Com mais de um bilhão de usuários, o Instagram é um dos aplicativos mais populares do mundo. Apesar de ter seu conteúdo baseado no compartilhamento de fotos e vídeos, a rede social não facilita a vida de quem precisa salvar as imagens que já foram postadas na plataforma.

Prova disso é que não existe um recurso oficial do aplicativo para fazer o download das fotos que já estão no perfil (também chamado de feed) dos usuários.

Mas isso não quer dizer que seja impossível reaver as imagens postadas no Instagram. Veja a seguir algumas das formas de salvar esse conteúdo, sem precisar fazer prints (capturas de tela) das fotos desejadas.

Como baixar as fotos publicadas no Instagram no computador

A solução mais simples é fazer o download das fotos em um computador usando uma extensão como o “Downloader for Instagram“. O programa está disponível para o navegador Google Chrome. O passo a passo é o seguinte:

Depois de instalar o “Downloader for Instagram“, acesse sua conta na rede social;

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  • Clique no botão “Descarregar”, que fica em cima das fotos para baixar as imagens de forma individual;
  • Para baixar todas as suas fotos de uma vez, clique no botão com a seta verde para baixo, que fica no canto direito superior da tela – ele vai estar ao lado da sua foto de perfil;
  • A extensão vai informar quantos posts foram encontrados no seu perfil. Para baixar todas de uma vez, mantenha o intervalo entre 1 e o número máximo que o programa apontar;blank
    • Por fim, clique em “Descarregar” para fazer o download de todas as fotos.

    Como baixar as fotos e vídeos antes de postar

    Outra forma de guardar as fotos da rede social é salvando os arquivos antes de publicar. Para isso, é preciso habilitar uma opção nas configurações do Instagram. Os passos são os seguintes:

    • Acesse o perfil e clique no ícone do canto direito superior da tela (três riscos);
    • Selecione a primeira opção do menu: “Configurações”;

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  • Escolha o botão “Conta” e, na sequência, “Fotos originais”;
  • Deixe a opção “salvar fotos originais” ligada.

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Como salvar Stories

Antes de você compartilhar uma foto ou vídeo no recurso Stories também é possível fazer o download da imagem para usar em outro momento. Basta seguir essas instruções antes da publicação:

  • Clique no botão com três pontos do lado direito da tela;
  • Selecione a opção “Salvar” (ícone com uma seta para baixo e uma barra).

Ainda é possível salvar fotos e vídeos de Stories depois de compartilhados. Nesse caso, o caminho é diferente:

  • Acesse o seu perfil e, em seguida, o ícone à direita, com três riscos;
  • Escolha a opção “Itens arquivados”;
  • Depois de encontrar a imagem desejada, clique no botão “Mais”, no canto direito inferior da tela;
  • Selecione “Salvar foto” ou “Salvar vídeo”.

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https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2022/04/19/instagram-como-baixar-as-fotos-publicadas-na-rede-social.ghtml

 

A Signifyd, empresa global especializada em tecnologia de proteção anti-fraudes ao e-commerce, apresenta pesquisa sobre os receios dos consumidores ao comprar em e-commerces. O hábito de compras pela internet permanece em alta para 88% dos brasileiros, mesmo após pandemia. Porém ainda existe o receio quanto à segurança nos sites.

Para 60%, o risco de golpes e fraudes é o que mais gera preocupação e para 49%, o receio é de que os dados pessoais sejam roubados. Já 16% apontam a desconfiança sobre a falta de segurança geral. Fica a cargo do e-commerce assumir maior responsabilidade pelas fraudes, mas para isso, demoras no processo acabam acontecendo e gerando mais fricção na relação com o consumidor.

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“Os dados desta pesquisa local, feita com consumidores brasileiros, confirmam o que já observamos em escala global na Signifyd: experiências de compra mal sucedidas podem afugentar até metade dos consumidores do funil de vendas gerando os ‘abandonos de carrinhos’. Nós chegamos ao Brasil para ajudar os varejistas a decidirem sobre as transações em tempo real e entregar uma experiência de compra mais veloz, segura e sem erros, por meio de tecnologia”, explica Gabriel Vecchia, Diretor Comercial da Signifyd Brasil.

No Brasil, 43% das pessoas afirmam se incomodar, em diferentes níveis, com a demora de aprovação de uma compra. Dessa parcela, 29% não gostam de aguardar e preferem que o status de aprovação da compra seja atualizado imediatamente; 11% não acham muito bom, pois eles são forçados a acompanhar alterações de status sobre o sucesso da compra por e-mail ou apenas são informados sobre algum problema muito tempo depois; 3% detestam a espera, pois já tiveram experiências ruins nas quais as compras foram canceladas ou os valores estornados, sem nenhuma razão aparente.

Para as primeiras compras em um site, 72% dos consumidores afirmam que consideram importante e seguro que o e-commerce valide a autenticidade da identidade do comprador. 21% reclamam, mas concordam que a etapa é necessária. Para 6%, há um incômodo, pois desejam finalizar logo a compra.

Ter a compra recusada sem justificativas incomoda 33% dos consumidores; ligações de confirmação de dados após preenchimento do mesmo cadastro no site, 25%; recusa de compra após aparente aprovação, 24%; e demora na aprovação da compra 16%.

Responsabilidade

A pesquisa mostra que a desistência, fidelização e recorrência das compras está relacionada às iniciativas dos estabelecimentos em caso de fraudes durante a jornada de compra.

3 a cada 10 casos de transações não reconhecidas pelo titular em seu cartão de crédito abala a confiança do consumidor em relaçāo à loja. 28% são categóricos em afirmar que nunca mais comprariam lá; 57% apenas comprariam novamente se forem ressarcidos em 100% do valor cobrado indevidamente. Caso haja algum tipo de acordo, apenas 12% voltariam a comprar na loja.

64% dos consumidores não voltam à loja caso ela não tome providências para evitar que terceiros usem seu perfil pessoal para um golpe; 61% não voltaria a consumir na loja caso seu cartão de crédito fosse usado por terceiros e a loja não tivesse mecanismos para solucionar o caso.

Entre os tipos de fraudes muito comuns, não apenas na internet, está o roubo de dados de cartão de crédito para realizar compras não autorizadas. 87% dos brasileiros já tiveram contato com roubo de dados, sejam os próprios ou de conhecidos, destes 39% foram impactados com seus dados pessoais, 48% não foram diretamente afetados, mas conhecem pessoas que foram. 13% não passaram por tal situação ou não conhecem quem tenha sido.

Ao serem perguntados sobre como agem quando passam por algum problema em suas compras, 83% apontam a operadora do cartão, que aceitou uma compra fora do perfil do cliente; 59% responsabilizam a loja que validou o cartão sem conferir as informações do titular; 5% acreditam que a culpa é do titular do cartão que permitiu o roubo dos dados.

Compras negadas

52% já passaram pela situação de ter suas compras online negadas mesmo que todas as informações do titular estejam corretas. Neste caso, a própria operadora de cartão é identificada como quem mais rejeita as compras por 22% dos consumidores; 14% nunca souberam o motivo do status negativo; 12% afirmam que a compra foi identificada como suspeita de fraude, e 4% usaram o cartão virtual e tiveram a compra negada.

Pix, cartão ou boleto?

As formas de pagamento foram modernizadas e os consumidores atuais encontram diferentes meios para pagar por suas compras online. Os cartões de crédito ainda lideram entre os mais utilizados por 72%. 34% dos brasileiros usam PIX, 33% usam boletos, 21%, crédito virtual temporário, somente 10% usam cartões de débito e 6% , carteiras digitais, como Picpay, Paypal, Stone, Mercado Pago e outros.

Sempre pode melhorar

Entre os desejos dos consumidores para melhorar a experiência de compra online estão: confirmação imediata da compra (28%), poder realizar compras em poucos passos (22%) evitar cancelamentos (13%), um site mais rápido (18%) e mais formas de pagamento (15%).

“Em toda relação de compra e venda é importante que o consumidor se sinta acolhido, respeitado e amparado caso aconteça algum empecilho durante a sua compra. Os consumidores estão mais exigentes e valorizando cada vez mais uma experiência de compra sem fricções por parte dos varejistas online, o que aumenta a sua confiança em comprar com a loja gera fidelização de longo prazo. A solução e a expertise da Signifyd ajudam o comércio eletrônico a entregar essa experiência sem ruídos para os seus consumidores”, finaliza Vecchia.

Metodologia

Pesquisa com 648 pessoas, em todo o país, entrevistadas de forma digital, entre 23 a 26 de março de 2022. 95% de significância e 4,38% de margem de erro.

Demora em aprovação de transações online incomoda 43% dos brasileiros, revela pesquisa

O programador porto-alegrense Fernando Dandrea, de 29 anos, não tem ideia de como seus dados foram parar na mão da imobiliária Urban Company. Mas, quando recebeu a mensagem de um vendedor no WhatsApp, ele sabia exatamente como reagir. Exigiu ser informado quem havia autorizado aquele contato. E arrematou: “Solicito saber nos termos da Lei 13.709, LGPD: como obtiveram os dados e quais são eles?”

O vendedor até tentou contornar, com respostas vagas, mas acabou pedindo desculpas e desaparecendo.

Esta prática, postada no fórum “r/Brasil” do Reddit, inspirou outros brasileiros a usar a Lei para se livrarem de mensagens indesejadas. A manobra se espalhou rapidamente como o “carteiraço da LGPD”.

Aprovada em agosto de 2018, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais determina normas a serem seguidas por empresas e governos para a coleta e o tratamento de dados pessoais (como nome, CPF, endereço) e de dados sensíveis (como biometria e informações sobre política e religião).

Agora, a Lei está sendo usada por brasileiros como resposta ao spam de vendedores online que fazem contatos indesejados.

“Como sabiam o nome da minha mãe?”

Dandrea diz ter sentido a vulnerabilidade de seus dados pela primeira vez quando quase caiu em um golpe de spam bancário. Criminosos virtuais tentaram se passar por uma instituição para roubar sua conta.

“Em algum lugar, meu endereço de e-mail e meu CPF estavam combinados. Obviamente, isto foi vazado de algum lugar”, afirmou a Tilt.

O cenário se agravou quando sua mãe passou a receber pensão. Com o dinheiro, vieram centenas de ligações indesejadas oferecendo linhas de crédito com valores grandes. O programador pediu a ela que encaminhasse todas as ligações ao seu número. E todas também tinham diversos dados pessoais dela.

“Como estas pessoas sabiam o nome da minha mãe, telefone, a nova condição de pensionista, e até quanto ela ganhava? Foram mais de 20 ligações em uma tarde!”, reclama.

“Imagine: uma pessoa em uma situação frágil, sem conseguir sequer compreender o que estavam oferecendo (ou cobrando, ela não sabia), recebendo essa quantidade de ligações de lugares desconhecidos? É muito fácil fazer alguém meter os pés pelas mãos assim”, complementa.

Foi só no trabalho, ao ter conhecimento da LGPD, que Fernando teve a ideia do carteiraço. Ao ver que muitas empresas apresentam dificuldade para se adequar aos padrões da lei, ele percebeu que tinha em mãos a ferramenta certa para dar o troco.

“Nossos dados circulam por aí sem nosso consentimento e a serviço de interesses completamente alheios aos nossos. Isto é um risco. Se todo mundo colocar um basta nesta situação, talvez pare de valer a pena adquirir dados de pessoas através de meios obscuros e vazamentos.”

“Desligam na minha cara”

Em Taubaté (SP), a comunicadora empresarial Camila Pinho, de 29 anos, também virou adepta do carteiraço da LGPD. Ela recebia ofertas de produtos e serviços “praticamente todos os dias” por WhatsApp ou por ligação.

“A ideia não é nem saber efetivamente como levantaram meus dados, embora isso me preocupe, mas sim parar de ser importunada”, conta.

Camila não viu a prática no Reddit, mas sim em um manual sobre a Lei.

“Sempre que uso a LGPD como resposta, simplesmente desligam na minha cara, porque sabem que o que estão fazendo não é legal.”

A comunicadora acredita que as empresas têm noção de que as práticas passam por cima da lei de privacidade, mas parecem não levar a questão a sério.

“Por outro lado, vejo que o problema maior é que as pessoas não encaram o uso indiscriminado dos seus dados pessoais como uma violação. Não veêm que proteger seus dados é um fator de segurança”, afirma.

Quando vale dar o Carteiraço?

No artigo 18, a LGPD diz que o titular dos dados poderá a qualquer momento solicitar a eliminação dos dados pessoais coletados, mesmo que a coleta tenha sido feita com consentimento.

Segundo Bruno Bioni, diretor do Data Privacy Brasil, a prática do “carteiraço” é válida, e não depende da intermediação de uma outra instituição para a exigência destes dados.

“A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais acaba por empoderar o usuário com diversos direitos, como por exemplo, o de transparência. Ele tem o direito de entender por que e como aquele dado foi parar dentro de uma organização”, afirma.

Para o especialista, o manejo de informações não é responsabilidade apenas dos Data Protection Officers (DPOs) — os profissionais das empresas responsáveis por administrar e manusear os dados coletados — mas de cada funcionário que maneja e armazena as informações, inclusive nas etapas de serviços de atendimento.

“O que a gente tem visto é que as pessoas não são capacitadas, muito em razão de uma ausência de treinamento, de uma cultura organizacional”, complementa.

A regra se estende, inclusive, quando o acesso destes dados pessoais provêm de bancos públicos, como a Receita Federal. Por exemplo, as informações registradas por Micro-Empreendedores Individuais (MEIs).

“Se estas informações são utilizados para algum tipo de abordagem mirando nesta pessoa para vendas direcionadas à pessoa física, a LGPD se aplica”, comenta.

Entretanto, o diretor alerta que, apesar de ter o direito de saber de onde vêm as informações, o usuário não pode exigir a remoção do acesso a estes dados em alguns casos — por exemplo, empresas de cobrança de crédito ou inadimplência.

Bruno considera que o carteiraço, no fim das contas, é uma prática positiva, e acredita que, em médio e longo prazo, ela pode criar uma cultura de proteção de dados no Brasil.

“É ótimo que isto esteja acontecendo. Uma lei só ‘pega’ quando o cidadão, lá na ponta, começa a exercer seus direitos. E aí a gente começa a ter um movimento de modificações sociais, de práticas de mercado.”

https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2022/04/18/brasileiros-usam-carteiraco-da-lgpd-para-dar-o-troco-em-vendedores-online.htm

blankQuem Somos

Agência de marketing digital localizada na zona sul de São Paulo com mais de 11 anos de experiência em soluções digitais para pequenas empresas.

Somos uma agência de performance, nossas ações são guiadas por dados e com foco em um objetivo.

A nossa missão é empoderar você e facilitar sua tomada de decisões para que você possa ir tão longe quanto a sua imaginação e ousadia permitirem.

Além dos Serviços de Marketing Digital, nós desenvolvemos Ferramentas e Produtos para o mercado.

 

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