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Estudo da Fiec lista os possíveis prejuízos regionais provocados pela instabilidade do cenário geopolítico.

O impacto imediato após a invasão russa à Ucrânia, no último dia 24, foi a escalada do preço do barril do petróleo. Commodity de maior peso sobre a inflação, essa matéria-prima leva na esteira altas do custo do combustível e alimentos em geral.

Há, ainda, uma dezena de efeitos negativos a serem observados no médio prazo, a depender do desenrolar desta crise geopolítica.

As sanções aplicadas à Rússia serão determinantes para a confirmação ou do não desses cenários. Um fator importante é a relação comercial entre países exportadores e importadores.

Segundo estudo da Federação das Indústrias do Estado (Fiec), a Rússia é o 36º principal destino e 6º principal fornecedor para o Brasil.

A Ucrânia ocupa o 75º lugar como mercado consumidor para as exportações brasileiras. Já o Ceará enviou mais de US$ 1,55 milhão em produtos para a Rússia e Ucrânia, em 2021.

Apesar de significativas, as exportações já desidratavam naquele ano, com quedas de 51% e 65%, respectivamente. Já as importações cearenses oriundas da Rússia e Ucrânia somam mais de US$ 128,8 milhões.

A gerente do Centro Internacional de Negócios da Fiec, Karina Frota, pondera que, em relação à balança comercial do Estado, os produtos levados daqui para a Rússia e Ucrânia podem ser direcionados a outros mercados.

No entanto, no caso das importações, há o risco de os produtos ficarem mais caros, caso ocorram as sanções impostas à Rússia, como a retirada de bancos do sistema internacional. Neste cenário, haveria atrasos relacionados ao desembarque de mercadorias.

O QUE O CEARÁ IMPORTA DA RÚSSIA:

Combustíveis minerais

Ferro fundido, ferro e aço

Cereais

O QUE O CEARÁ IMPORTA DA UCRÂNIA:

Ferro fundido, ferro e aço

Conforme o estudo, os principais produtos enviados do Ceará para a Rússia foram calçados, melancia e melão, além de granito. Sobral foi responsável por fornecer mais de 71% dessas exportações em 2021, apesar da redução de 63% se comparado com o ano anterior.

O total vendido foi de US$ 1,2 milhão. Já as exportações cearenses para a Ucrânia caíram 63% entre 2020 e 2021, o que corresponde ao valor de US$ 382 mil em vendas para o país.

“Hoje, falamos de um mundo em que as nações globais trabalham questões econômicas minimizando ao máximo os riscos, porém, estamos passando por um momento de muita insegurança, de muita instabilidade. Então, devemos passar por um processo mesmo de desaceleração”, observa. 

Veja 10 os impactos no Brasil e no Ceará deste conflito, segundo a Fiec:

Com aumento das conexões das cadeias globais, as sanções aplicadas à Rússia podem afetar as exportações e importações cearenses e brasileiras;

Atualmente, a Rússia possui uma grande reserva de moeda estrangeira que pode assegurar a curto prazo as compras do país, caso não sejam aplicadas sanções mais severas, ainda assim com impactos negativos na balança comercial do país e PIB mundial;

O congelamento de ativos e bens de cidadãos russos em países estratégicos podem restringir o acesso ao financiamento impactando a movimentação de setores da economia russa ou mesmo dos financiamentos à exportação e pagamentos das compras internacionais;

No médio prazo, baixa nas linhas de crédito tendem à queda das exportações;

Aumento nos valores aplicados à logística de produto como frete e seguros internacionais;

A Ucrânia é considerada “celeiro da Europa” e a Rússia tem papel de destaque na produção e exportação mundial de gás natural e o abastecimento dessas commodities para o mundo estará comprometido;

Torna-se possível uma valorização nas commodities o que aumentaria a participação nos produtos da categoria produzidos pelo Brasil. A longo prazo pode acarretar um aumento no preço desses produtos e abastecimento na economia interna que já sofre com os impactos da inflação;

Dificuldade na importação de fertilizantes para o Brasil afetando o desenvolvimento de lavouras que abastecem a exportação agrícola;

Diminuição da importação de todos os produtos provenientes dos dois mercados;

A retirada dos bancos russos do código swift, código que garante as transações internacionais de dinheiro, pode isolar o país de realizar transações comerciais com o Brasil.

 

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/negocios/os-10-impactos-da-guerra-entre-russia-e-ucrania-sobre-a-economia-do-brasil-e-do-ceara-1.3198548

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar caía frente ao real nos primeiros negócios desta quinta-feira, ampliando perdas registradas na véspera em meio a alívio em temores político-fiscais domésticos, acompanhando ainda arrefecimento no rali dos rendimentos dos títulos soberanos norte-americanos.

Às 9:04 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,37%, a 5,4473 reais na venda.

Na B3, às 9:04 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,09%, a 5,4595 reais.

A moeda norte-americana negociada no mercado interbancário fechou a última sessão em baixa de 1,68%, a 5,4673 reais na venda, mínima desde 12 de novembro do ano passado (5,4569 reais) e a maior queda percentual diária desde 30 de dezembro (-2,11%).

O Banco Central fará nesta sessão leilão de até 17 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 2 de março de 2022.

(Por Luana Maria Benedito)

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